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O Border Collie é um cão pastor que surgiu na região do Reino Unido (O Reino Unido é constituído por quatro "países": Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, cada um com a sua própria cultura e o seu próprio patrimônio), suas origens perdem-se na antiqüíssima tradição britânica dos cães de pastoreio de ovelhas, que recua a meados do século X.
 
A primeira evidência escrita sobre o Collie de trabalho é datada do século 15. Onde um escritor da época escreveu um documento intitulado: "Ye olde Sheppard's Dogge", neste documento ele exalta o cão dos homens do campo e a grande ajuda que eles representavam ao dono.
 
Embora a sua ancestralidade seja pouco conhecida, acredita-se que os exércitos Romanos trouxeram cães pastores que foram possivelmente envolvidos no desenvolvimento do Border Collie de hoje, quando invadiram a Grã Bretanha cerca de 55 antes de Cristo. Por volta do ano 794 estes cães teriam sido cruzados com um outro tipo de cão pastor, menor e com aparência do Spitz, trazidos por invasores Vikings. Deste cruzamento teriam surgido cães mais ágeis, com marcações brancas, adequados para o terreno difícil e montanhoso da Escócia.
 
Descrições mais detalhadas de cães pastores com um tipo muito semelhante ao Border Collie são encontradas em manuscritos do Dr. Johannes Caios, chamado “Treatise on English Dogges” de 1576.
 
Próximo à virada do século XIIX (1800), O poeta James Hogg (1772-1835) escreveu: "Without him (meaning the working dog) the mountainous land of England and Scotland would not be worth sixpence. It would require more hands to manage a flock of sheep and drive them to market, than the profits of the whole were capable of maintaining".
 
 
"Sem ele (se referindo ao collie de trabalho) as terras montanhosas da Inglaterra e Escócia não valeriam seis pence's. Seria necessárias mais mãos para conduzir o rebanho de ovelhas ao Mercado do que os lucros daqueles que as mantém.
 
No século XIV, durante o reinado de Eduardo III, enquanto se intensificavam as exportações de lã para Flandres (Hoje, planície do noroeste da Europa, aberta para o mar do Norte, é subdividida entre a França, a Bélgica e a Holanda) e se começava a explorar os pântanos do norte da Inglaterra, da fronteira anglo-escocesa e do País de Gales, o cão pastor já fazia parte dessa paisagem. Auxiliar indispensável do agricultor e do pastor, esse Collie reunia as ovelhas meio selvagens nas colinas e tocava-as para os mercados rurais, ou então vigiava os animais nos currais.
 
 
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Um século mais tarde, na escócia e inglaterra, o termo collie tinha se tornado sinônimo de cão de pastoreio, possuindo variações como: Collie de Trabalho, Collie de Fazenda e Collie Inglês. Em 1915 foram chamados pela primeira vez de Border Collie. Sobre as origens dessa palavra existem diferentes opiniões a palavra Border quer dizer fronteira em inglês e Collie não é exatamente conhecida podendo ter origem na palavra celta”coalley” que significa “preto”,na palavra galesa “coelius”que significa “leal”, ou no nome de uma raça de ovelhas escocesas “coelley”. Esta última opção é considerada a mais provável as coelley ou coalies eram ovelhas de focinho preto, cuja vigilância era confiada aos chamados coalies ou coelley dogs, uma expressão que sofrendo contração para coalies e, por fim, se tranformou em collies.
 
A origem da raça e seleção genética do Border Collie é essencialmente de trabalho, ou seja, voltada para exemplares mais aptos ao pastoreio. Os criadores acasalam os cães com melhor desempenho para o trabalho de pastoreio sem se preocupar tanto com aspectos físicos o que configura o verdadeiro Border Collie e o distingue entre todas as raças.
 
Na primeira metade do século XIX, os Collies, os mais bonitos, que tinham as cores mais vistosas e o pêlo mais espesso, eram mais procurados pelas pessoas da cidade para servirem como animais de companhia.
 
No campo, ficavam os cães de aspecto mais comum e aqueles com melhor aptidão para o trabalho. E, de fato, o BORDER COLLIE conservou sua silhueta de mestiço rústico, proveniente de múltiplos cruzamentos e resultado do aprimoramento genético voltado para o trabalho com rebanhos.
 
 
O primeiro campeonato oficial de pastoreio da historia ocorreu em 9 de Outubro de 1873, em um campo na cidade de Bala no País de Gales, organizado por Mr. Richard John Lloyd Price. O evento foi visto por cerca de 100 pessoas contando com 10 cães competindo.
 
O primeiro vencedor foi um cão tricolor de nome Tweed conduzido por Mr. James Thompson, o dueto era de origem Escocesa.
 
Após o evento ficou claro que os cães mais hábeis no trabalho, até então denominados “Collie Trabalhador” , eram os que controlavam o rebanho ovino sem fazer movimentos abruptos, assumindo uma postura rente ao chão. Os cães vencedores destas primeiras provas ficariam conhecidos como os "Eye dog".
 
Neste mesmo ano, 1873, foi fundado por Mr. SE Shirley o famoso The Kennel Club Inglês, tornando-se este responsável pelos registros de cruzamentos e pedigrees destes cães de trabalho. No entanto os fazendeiros começaram a ficar descontentes com a forma como foi conduzida a atividade de conservação destes pedigrees; espalha-se a opinião de que os registros até então expedidos pelo KC Inglês estariam sendo feitos levando em consideração características físicas, afastando-se do objetivo essencial, dos criadores, de preservar, nesta raça, as aptidões de trabalho com os rebanhos de ovelhas.
 
Deste modo, 12 top handlers (ingleses e escoceses) avançam com a iniciativa de criar uma associação independente, que se dedicasse exclusivamente ao registro dos cães de pastoreio, assim em 1906 fundaram a ISDS (International SheepDog Society).
 
Tendo como objetivo: melhorar a raça com a visão de administrar melhor o cão em ação ou trabalhando "improve the breed of the collie with a view to the better management of stock." 
Neste mesmo ano (1906) no mês de julho foi realizado o primeiro "International Supreme Championship", sediado na cidade de Gullane, na Escócia, em julho  onde Escócia e País de Gales competiram entre si.
 
Em 1915, a International SheepDog Society passa a deter a custódia do livro de origens, nacional e internacional, dos Border Collies. Em 1918, James Reid, secretário da ISDS, acrescentou pela primeira vez a palavra "Border" ao que então era conhecido apenas como "Collie Trabalhador", fixando assim o nome da raça como "Collie da fronteira" ou Border Collie.
 
O livro de origens da ISDS - Stud Book - apenas registrará ninhadas cujos progenitores sejam registrados na ISDS. Salvaguardando a possibilidade de fazer um registro inicial - "registro de mérito". Um cão submetido a uma prova, de aptidão e trabalho de pastoreio caso, que demonstre boas capacidades pode adquirir um registro - de mérito. Esta é, no entanto, uma ocorrência rara.
 
Em 1955, após uma pesquisa minuciosa a todos os pedigrees datados do princípio do século, foi publicado o primeiro volume do livro de origens, o ISDS-Stud Book.
 
O primeiro cão a ser registrado no Stud Book da International Sheep Dog Society foi "Hemp", (Set.1893 -1901 criado por Adam Telfer de Cambo, Northumberland).
 
 
ProfileOld Hemp, um cão tricolor cor, filho He was bred by Adam Telfer from Roy, a black and tan dog, and Meg, a black-coated, strong-eyed dog. Roy, um cachorro preto e bege, e Meg. Hemp was a quiet, powerful dog that sheep responded to easily. Hemp trabalhava silencioso, com o forte poder do olhar “Eye Power”, um poderoso cão de ovelhas. Many shepherds used him for stud on their bitches, and Hemp's working style became the Border Collie style. O estilo de trabalho de Hemp passou a ser desejado como qualidade para o pastoreio e principalmente através de seus descendentes, atualmente acredita-seIt is believed that Old Hemp's blood runs in the veins of almost all Border Collies today. que que o sangue Hemp's Old corre nas veias de quase todos Border Collies de hoje.
Atualmente, a compilação de pedigrees é tão completa que, podemos seguir o rastro de um BC, registrado na ISDS, até aos cães fundadores. Neste rastro existem linhas de reprodução definidas e bem evidenciadas (bloodlines) - onde determinados cães surgem como reprodutores preferenciais (Key Dogs ou Stud Dogs). Os fatores que, ainda hoje, determinam à escolha dos reprodutores prendem-se com as boas capacidades de trabalho com rebanhos.
 
Um dos Stud Dogs mais famoso da história é Wiston Cap que nasceu em 1963 e ganhou o Supreme em 1965, nesse ano são registrados no ISDS 86 filhos de Wiston Cap, no ano seguinte são registrados 213 filhos, em 1967 mais 185 filhos. Enfim ao todo foram registrados 1933 filhos de Winston Cap de 388 ninhadas. Um cão fantástico e que fez história na genética dos Borde Collie atuais em todo o Mundo.
 
Seu sangue está presente nas mais importantes linhagens de pastoreio e ocorre dezesseis vezes dentro de sete gerações, em sua ascendência.