Quando o assunto é adestramento logo nos vem à mente a imagem daqueles cães de circo que fazem mil estripulias, alegrando a criançada e encantando os mais velhos. Outras vezes 
pensamos nos cães de guarda em suas ações de ataque e defesa.
 
Devemos primeiro ter em mente que para um convívio harmonioso com o animal é necessário a sociabilizaçao do mesmo e eventual educação assim como uma criança, para saber obedecer aos comandos básicos e saber o que pode e não pode fazer. Assim você evitará muitos problemas do animal mais velho, pois a maior parte dos problemas se deve a velhos hábitos adquiridos pelo animal que algum dia por algum motivo não queremos mais, é preciso pulso firme com qualquer cão para mostrar quem é que manda, pois em muitos casos é comum ver animais que mandam em sua família, a qual recebe tudo que deseja, e nunca ouviu uma palavra NÃO.
 
Como definir, adestramento?
Existem muitas técnicas e muitos profissionais neste ramo. Vamos usar aqui uma definição que tente abranger todos estes diferentes conceitos com o objetivo de mostrar de uma maneira prática o que é o adestramento.
 
O adestramento é um meio, uma forma de treinamento na qual o proprietário ou condutor prepara seu companheiro para atender determinadas ordens (comandos) com um objetivo final, que pode ser a simples obediência, o trabalho de guarda, truques e a convivência em sociedade.
 
E como fazer com que este treinamento dê certo?
As técnicas mais modernas de adestramento levam em consideração conceitos como comportamento animal e a relação homem-animal. O ponto mais positivo deste processo é seu interesse em melhor relacionar-se com seu cão, estabelecendo com ele uma convivência na qual as expectativas de ambos sejam satisfeitas.
 
Isso leva muito tempo?
Vai depender da sua dedicação, de sua atenção e do interesse que você souber criar em seu cão pela atividade.
 
Para trabalhar melhor estes aspectos, você deve conhecer alguns conceitos antes de pensar em começar qualquer tipo de relacionamento com seu cão — quanto mais adestrá-lo.
 
Como seu cão vê você?
O cão é um animal que, desde os primórdios de sua existência na face da Terra, estabeleceu um grupo hierárquico denominado matilha, no qual existem rígidos conceitos de dominância e submissão entre seus membros.
 
Você e sua família não passam de membros de uma matilha em especial para seu cão. Mas cabe a você aprender a tomar o lugar de líder desta matilha para que seu cão tenha o respeito que é necessário ter pelo dono.
 
Como seu cão se relaciona com você?
O relacionamento deve se basear na devoção e amor, seu cão deve ter a certeza de quão importante ele é para você. Assim, ele assim estará mais predisposto a agradá-lo.
 
E você como deve se relacionar com seu cão?
Você deve estabelecer uma relação de troca com seu cão. Ele deverá sentir a recompensa por estar fazendo aquilo que se espera dele.
 
O que é mais importante neste relacionamento?
Crie uma situação onde seu cão esteja atento a você o tempo todo. Assim, ele poderá aprender com mais rapidez aquilo que você espera dele.
Tendo em mente estas dicas iniciais você estará preparado para entender o que é o adestramento e como começar a treinar seu cão. 
 
Para iniciar o treinamento basta paciência e colaboração de todos da família, os resultados não aparecem de um dia para outro e sim ao longo de semanas, é um trabalho constante.
Sempre consulte um médico veterinário para dar dicas sobre o comportamento animal
Porque treinar meu cão?
 
Algumas pessoas acreditam que o treinamento de um cão é algo desnecessário. Já ouvi falar que não querem um “animal de circo”.
 
Hoje em dia os animais fazem parte de nossas vidas, como se fossem membros da família. Convivemos em uma sociedade em que todos têm seus direitos e nem todos gostam de animais, por exemplo. Você talvez não se incomode se o seu cão pula em você, mas será que alguém que está na rua gostará de ter as marcas da pata do seu cachorro em uma calça limpa?
 
O Adestramento ensina o cão a se comportar no meio em que vivemos, facilitando o convívio entre dono e cão. Com certeza é mais confortável sair com seu cão na guia ao seu lado do que ele te puxando, não?
 
Embora a imagem que vem a cabeça das pessoas de imediato quando falamos de adestramento seja a de truques e comandos que os cães fazem, o adestramento não é apenas isso. Gostamos de realizar truques e comandos pois assim temos uma atividade com nosso melhor amigo, fazemos com que ele trabalhe a mente e não apenas o seu corpo.
 
 
Os cães possuem dois tipos principais de aprendizagem, que ocorrem simultaneamente: o condicionamento clássico e o condicionamento operante.
 
O condicionamento clássico, estudado por Pavlov, é a associação entre dois eventos, coisas ou situações. A primeira vez que abro um armário para pegar um biscoito, isso não significa nada para o cão. Mas, se repito essa ação, ele saberá que toda vez que abro esse armário, ele poderá pegar um biscoito. O condicionamento clássico então ocorre quando um evento, coisa ou situação antecede e prevê outro.
 
O condicionamento operante é a associação entre um comportamento e sua conseqüência. Esse condicionamento é o que mais utilizamos para adestrar nossos cães.
 
Quando ensinamos um cão a sentar e lhe damos uma recompensa, estamos reforçando esse comportamento (sentar) por um estímulo positivo (ganhar a recompensa).
 
Para os comportamentos voluntários, existem 4 consequências possíveis. O Reforço positivo e o reforço negativo, que aumentam a probabilidade de um comportamento se repetir no futuro, e a Punição Positiva e Punição Negativa, que reduzem a probabilidade de um comportamento se repetir no futuro.
 
O Reforço Positivo é a entrega de algo que agrade o cão após um comportamento desejado, por exemplo, após o cão sentar lhe damos um biscoito.
 
O Reforço Negativo é a retirada de algo que desagrade o cão. Quando batemos em um cão enquanto ele late e paramos de bater quando ele pára, por exemplo. Retiramos dele “a dor” por ele ter feito o que queríamos.
 
A Punição Positiva é a aplicação de algo que desagrada o cão. Quando o cão puxa a guia e recebe um puxão, é uma punição positiva (estamos adicionando o puxão como resposta ao cão ter puxado a guia).
 
A Punição Negativa é a retirada (ou a não entrega) de algo que desagrade o cão. Quando o cão pára de puxar a guia, aliviamos a tensão da mesma, estamos retirando a tensão que o desagrada.
 
Trabalhando mais com o Reforso Positivo e a Punição Negativa teremos mais chances de chegar-mos aos nossos objetivos com a educação de nossos cãoes!

1- Border Collie

2-Poodle

3- Pastor Alemão

4- Golden Retriever

5- Doberman

6- Shetland Sheepdog (eu chamava de Lassie)

7- Labrador

8- Papillon

9- Rottweiler

10- Australian Cat Dog

O critério de definição segue a metodologia da obediência ao primeiro comando com 95% de certeza ou mais.
 
Bem, é isso. Só tem um detalhe. O cachorro mais inteligente é o melhor para você? A resposta é obviamente NÃO!
 
Escolher a raça do seu cão baseado apenas no critério da inteligência é um equívoco. O cão não adestrado ou mal adestrado é uma desgraça. A desgraça se multiplica no quadrado da inteligência do cão. Isso significa que um border Collie sem adestramento é o seu pior pesadelo.
 
Outra coisa a se levar em conta é que ambiente você proverá para o seu animal. Note que um cão não é uma pessoa. As necessidades do animal são diferentes das nossas. Se você nunca pensou nisso, comece a pensar. Ter um cão de clima subpolar ou polar, como o Husky Siberiano no Rio de Janeiro que faz 40 graus é uma crueldade que merecia prisão do dono por maus tratos. Igualmente ter um Dog alemão confinado num banheiro de empregada de apartamento é uma idéia tão ingóbil.
 
Os principais fatores a se considerar (entre outros) ao pensar na compra de um cão são:
 
- Sua rotina ( você sai de casa? Está sempre em casa?)
 
-O ambiente. ( pequeno, espaçoso, barulhento, reservado, comunitário, casa, sítio, fazenda, apartamento, se existem outros cães, etc.)
 
-Finalidade ( cão de companhia, cão de guarda, cão guia, reprodutor, exposição, etc.)
 
-Pessoas ( crianças, idosos, adultos, quem vai cuidar, quem vai pagar as contas, quem vai focar com o animal se os donos se ausentarem…)
 
- Preço (os preços de cães com pedigree são mais altos, porém isso dá mais garantias sobre o temperamento e a linhagem do animal. Além disso existem preços que variam muito entre os animais)
 
- Experiência do dono ( você já teve um cão? Sabe lidar com um? É experiente? É iniciante?)
 
-Características de raça ( grande porte, pequeno porte, pelo longo, pelo curto, late muito, late pouco, etc.)
 

 

Você também pode comparecer ao órgão responsável pelo recolhimento de animais abandonados e abusados de sua cidade, como a SUIPA e adotar um animalzinho lá. É o que sai mais barato, e quem já fez diz que é absurdamente gratificante.
Cães, donos, treinadores e comunidade, todos se beneficiam com as vantagens do adestramento.
 
Cada vez mais donos de cães de raça ou não, se convencem da importância de treina-los. Em alguns países mais adiantados milhares de centros de treinamento se espalham por cidades e bairros, contando com um numero ainda maior de profissionais.
A crescente busca pela educação de cães deverá ainda expandir muito, trazendo benefícios não só aos animais, abrir muitas oportunidades de trabanho, já que os treinadores tão importantes para o sucesso do aprendizado dos cães e dos donos quanto os professores para crianças nas escolas humanas. Não se deve ter expectativa exagerada quanto aos resultados do adestramento. Como todo processo educativo este também precisa de tempo para funcionar. Há diferentes tipos de aulas e técnicas de motivação. Tão fundamental quanto adestrar cães é treinar os donos pois a eles cabe fazer obedecer por seus animais e, assim, manter uma constante reciclagem do que foi aprendido nas aulas. O prazo para o cão e o dono estarem adequadamente treinados pode variar muito, influenciado por um grande nimero de fatores. Entre eles estão as diferentes aptidões de cada raça, a experiência do profisssional de treinamento e o grau de submissão do cão. Quanto maior, mais ele se esforça para obedecer, tendendo a aprender com maior facilidade.
Donos e treinadores dispõem de muitas possibilidades para ensinar cães, e isto é bomm para todos.
 
1 – Jardim de infância – idade (2 a 3 meses)
Este conjunto de treinos ocorre na fase mais importante para o cão se tornar equilibrado, obediente e bem educado.
Socialização: a fase ótima da socialização de cães ocorre a 8ª e a 12ª semana de vida e pode se estender ate a 16ª semana. É ideal expor com cautela o cão a estímulos variados, para ele encarar com naturalidade diferentes situações. Faz parte do treino o contato com ruídos, como os de aspirador, liquidificador, moto e buzinas; com odores diversificados como os de uma feira livre; com diferentes animais e pessoas de raça e idades variadas, inclusive aglomerados em locais movimentados (na rua leve o cãozinho no colo pois ele ainda não realizou toda imunização vacinal, tendo ainda pouca imunidade). O dono é treinado a tranquilizar e a encorajar o cão sempre que ele reagir com timidez ou com atitudes hostis, para estimula-lo a se comportar com naturalidade.
Habituação: acostuma-se o filhote a ficar com a coleira no pescoço; a ser atrelado a uma guia; a ser manuseado, examinado, escovado, banhado, inclusive por pessoas estranhas; a ser transportado em veículos a ficarem em caixas de transporte.
Bons modos: quando faz algo errado o filhote é interrompido. Usa-se o “não”, dito com a voz grave e firme para o cão compreender o significado repreensivo. Se ele obedecer. É recompensado com carinhos ou petiscos. Caso contrario usa-se a distração para provocar a interrupção da ação desejada. Por exemplo; segura-se o cãozinho pela coleira e da-se uma leve sacudida. Esta técnica pode ser utilizada com o cão que roi objetos, cava, rouba alimento, é agressivo, late sem motivos, persegue passantes e veículos, pula em pessoas, entre tantas possibilidades.
Boas atitudes: estimulam-se, com carinhos, os comportamentos espontâneos do cão quando fortalecem a ligação com o dono. Um deles é o cão se aproximar sem ser chamado, outro é andar ao lado dói dono por iniciativa própria. O ideal é fazer os carinhos de reforço sobre a cabeça do cão. Na linguagem canina aceitar ficar por baixo reforça a idéia de submissão do exemplar. Se o cão for de guarda, festeje sempre que ele inspecionar por conta própria um estranho que se aproxima. Estímulos deste tipo contribuirão para a obediência e bom desempenho do cão em futuros treinos.
 
2 - Obediencia Basica: idade (quatro a oito meses)
De grande importância, esse treino ajuda o dono a se impor na escala hierárquica e a ter comando sobre o cão, o que é fundamental para o bom convívio e para os demais adestramentos. O treino é feito com o cão na guia. O dono deve ser obedecido nos seguintes comandos: 
1 – Senta; 2 – Deita (deitar sobre o ventre); 3 – Morto (deitar de lado); 4 – Fica (ficar na posição em que se encontra ao receber o comando); 5 – Aqui (vem); 6 – Junto (andar ao lado do condutor sem puxar a guia).
 
3 - Obediencia Avançada: idade (oito a dez meses)
Treinam-se os mesmos comandos da obediência básica, mas com o cão sem a guia. É introduzida ainda o comando: Em Frente (“vai” o cão se distancia do condutor).
 
4 - Bom Cidadão: idade (dez ou mais)
Com este treino o cão atrai a simpatia geral ao freqüentar ambientes com públicos e com grande quantidade de pessoas. 
1 – Aceitar desconhecidos amigos; o cão, sentado ao lado do dono permite que um estranho se aproxime e acaricie sua cabeça e no corpo, pacificamente e sem timidez.
2 – Deixar ser escovado, permitir ser examinado por estranho; o cão permite se manusear por todo o corpo.
3 – Andar ao lado do dono levado por estranho pela guia; 
4 – Cão calmo mesmo entre outras pessoas; 
5 – Sentar e deitar mesmo sempre ao primeiro comando; 
6 – “Vem” o dono se afasta do animal sem a guia por três metros e diz “vem” e o cão vai até ele.
7 – Não perseguir pessoas e estranhos que estejam por perto do dono, mesmo que andem ao lado do dono.
8 – Não dar bola para distrações externas em ambientes públicos;
9 – Portar-se bem quando confiado a um estranho; o dono entrega o cão na guia a alguém e sai da vista dele por três minutos. O cão pode no máximo, ficar levemente agitado, mas sem latir.
 
5 – Agility: idade (a partir de cinco meses)
Cumplicidade, obediência e disposição física são os benefícios do agility, tanto para o cão como para o dono, que competem lado a lado. O cão passa por um conjunto de obstáculos no menor tempo possível, mas a sequencia é indicada pelo dono com base no que foi determinado pelo arbitro pouco antes da entrada na pista. Durante o percurso é proibido tocar o cão, que deve preencher os seguintes requisitos: saber superar os diferentes obstáculos; responder rapidamente aos sinais do dono (sejam eles verbais, gestuais ou corporais); ser indiferente a outros cães; estar em forma .
 
6 – Anti Envenenamento – idade  (a partir do desmame)
Acostuma-se o cão a só aceitar alimento dado em determinado local. Com isso, evita-se que seja envenenado por alimentos e petiscos oferecidos por estranhos. É um treino difícil e demorado, que exige exercícios de manutenção e um dia-a-dia muito metódico, sem jamais, dar comida fora do local determinado. A partir dos 10 meses pode-se iniciar o traino com alimentos que dão choque fora do local permitido, claro se o animal não tiver alterações cardíacas.
 
7 – Guardião 
Obtem-se controle sobre o cão a ponto de interromper um ataque. Atenção: se o cão não tiver temperamento equilibrado ou não for corretamente ensinado, há risco de ele desenvolver gosto por atacar.
Fase 1 – a partir de 3 meses: dá-se um pano para o filhote morder e puxar-se (cabo de guerra). Após alguns minutos solta-se o pano e, quando o cão pára de morder, se diz “larga”.
 
8 - Motivação
O treinador moderno faz o cão obedecer por prazer, premiando-o. Há duas técnicas, boas para todos os treinos, usadas em cães desde filhotes:
Tradicional – depois do acerto, um premio: é o reforço primário ou incondicional. Dá-se petisco, carinho ou brinquedo ao cão, o que mais o atrair. Como ele costuma ser volúvel, o bom treinador anda com diferentes prêmios e os usa oportunamente.
Método clicker – reforço do exato momento do acerto, antes do premio. O estalar da língua, dos dedos ou do aparelhinho clicker deixa o animal motivado como se o clique fosse o premio, que estimula sem repressão, entusiasmando treinadores -  nem é preciso puxar a guia ou pressionar o corpo do cão como é costume ser feito no método tradicional. Antes de usar o método gastam-se alguns dias para “carregar o clicker” – ou seja associa-se o clique ao recebimento de prêmios produzindo-se duas ou três vezes por dia por quinse minutos, o som do clicke enquanto se dá ao cão o que ele mais desejar naquele momento (petisco, carinho, comida, água para beber ou brinquedo por exemplo). Se fizermos, clique estranho o cão distraído e ele olhar excitado para nós ou se aproximar, é porque a associação está concluída e já se pode usar o método nos treinos. No começo do adestramento, dá-se um premio ao cão após cada clicada, para reforçar a associação de idéias. Depois, o premio é dado somente algumas clicadas. Os comandos em vez de verbais, são por gestos. Uma varinha ajuda a dar aula.